"Paradireito: Megalei Cósmica"
Karla Ulman
Verpon de relevância na Conscienciologia, o Paradireito foi tema da entrevista concedida em 08.08.05 pelo pesquisador Waldo Vieira ao Jornal do Campus CEAEC (JCC).
JCC: Qual a importância do Paradireito?
Waldo Vieira: Desde a época das primeiras manifestações sobre o respeito mútuo, na Antiguidade, até chegarmos aos dias hodiernos, modernos, recentes, do terceiro milênio, o Direito Pós-dessomático, ou seja, post mortem, jamais foi tratado do ponto de vista da pessoa que dessomou ou descartou o corpo humano. Vê-se, sempre, o direito post mortem dos herdeiros, ou seja, daqueles que não fizeram o descarte do corpo humano. Então veja: com o Paradireito, começa-se a pensar naqueles que se foram e no destino dessas consciências extrafísicas. Por exemplo: a consciex vai para onde? Não mais se trata do processo de inferno, limbo, purgatório ou paraíso. A questão a ser enfrentada é de autodeterminação perante a assistencialidade interconsciencial. O Paradireito tem reflexos, derivativos, conseqüências, efeitos que causam envolvimento na vida humana. A consciência dessoma e não se transforma em ?santo?, mas deixa rastros da própria vida, ou seja,deixa a assinatura pensênica. A consciência não desaparece jamais, visto ser ?imatável?,?imorrível?. A consciência apenas descarta veículos de manifestação. A partir desse nível, tudo muda. O direito precisa continuar. A cosmoética é multidimensional e não apenas desta dimensão. É princípio de conduta da megafraternidade funcionando com equilíbrio em qualquer dimensão onde a consciência se manifesta. O Paradireito entra em todas essas vertentes: você, a outra pessoa, o cidadão, estão além da cidadania, pois após a dessoma todos se tornam cidadãos do Cosmos. O ideal é começar a pensar no Paradireito e na cidadania cósmica da consciência humana cosmopolita de forma megafraterna e sem fronteiras estudando, por exemplo, o Estado Mundial. O Estado Mundial é justamente o ideal, aquilo que se procura plasmar en petit comité, em um mundo menor, por meio das Instituições Conscienciocêntricas (ICs), da UNICIN, da Cosmoética e do trabalho prioritário da Conscienciologia prática vivenciada nos dias de hoje. Estamos caminhando para a expansão e o aprofundamento das prioridades evolutivas, não só individuais e grupais, mas também as amplas e coletivas da população desse planeta, de outros planetas e das parapopulações. A partir disso, conscins e consciexes são irmanadas através dos princípios do Ius, da jurisprudência e do direito básico. Isso é a cosmoética pura. Isso ainda não foi abordado com eficácia e lucidez nos tratados teóricos, por exemplo, de Direito Internacional, e de forma teática nos foros da Organização das Nações Unidas (ONU). A megafraternidade e a liquidação das fronteiras precisam começar, sem deixar de lado a realidade de todos os princípios do Paradireito. É preciso ver isso com frieza, realismo, analisando a concretude dessa realidade, se faz sentido do ponto de vista teórico e prático, se tem lógica, se a vivência atual na Terra nesse momento evolutivo exige tal grau de auto-esclarecimento e lucidez, capaz de aprofundar o entendimento da inteligência evolutiva. O Código Pessoal Cosmoético, em uma das cláusulas ou incisos, ultrapassa a UTI, a ?Avenida da Saudade?, o ?Corredor da Dessoma?, e começa a atingir a fase que chamamos do período da Intermissiologia, ou seja, da Pós-dessomática. Vamos ponderar e verificar se é oportuno falar disso, se isso é real, se interfere em nossas vidas. O Paradireito vem frontalmente contra os egoísmos dos adultos. Aquela pessoa, por exemplo, que não vê o Paradireito do filho que dessomou antes dela, seja mãe ou pai, e fica ?chorando as mágoas? da perda da presença daquele filho. Os pais não estão enxergando o Paradireito da consciência de seguir a própria evolução, o destino pessoal, aquela predestinação feita por si mesmo sem nenhuma ingerência egoíca, mística, religiosa, doutrinária ou de imposição da dogmática. É a consciência que decide o seu destino. Ela é que amplia o seu livre arbítrio através do Paradireito. O Paradireito não se restringe à aquisição de bens transitórios ou do poder temporal da vida humana. Ultrapassa barreiras e vai muito além disso, de maneira clara, evidente, racional e a toda prova.
JCC: O senhor poderia aprofundar colocação que fez em recente tertúlia, de que o Paradireito vai além da Cosmoética?
Waldo Vieira: O Paradireito vai além da Cosmoética em razão da nossa condição de conscin. A conscin manifesta-se através do holossoma; portanto, através de quatro elementos. O ideal para uma consciência é manifestar-se com o mínimo de veículos de manifestação; por exemplo, através do fenômeno da cosmoconsciência. Neste nível, o corpo mental manifesta-se isoladamente. Então veja: na hora que o Paradireito é considerado pela consciex manifestando-se apenas através de dois veículos, o psicossoma e o mentalsoma, tudo muda. Na dimensão intrafísica não é assim. Nós temos ainda todas as cogitações, ingerências, influências de baixo para cima do processo; por exemplo, a genética. Os instintos, a parte vegetativa da vida, o subcérebro protoreptiliano ainda funcionam de tal maneira que muitos adultos encontram-se vitimizados por si mesmos dentro do porão consciencial. A consciex pode chegar a uma comunidade extrafísica, fazer expansão de sua consciência, anular a influência ainda mais atrasada até do próprio psicossoma. Então, dentro do problema da cosmoconsciência, a visão da glasnost, da transparência e da fidedignidade daquilo que a pessoa fez não tem mais como ser mascarada, não é possível esconder nada. A mentira e a ?Enganologia? não funcionam mais. Portanto, o Paradireito aparece muito mais puro, ?no osso?, realista e eficaz, não havendo outra hipótese. É preciso entender que a Cosmoética do Paradireito ou da consciex é mais ampla do que a Cosmoética da conscin, que é restrita e limitada pelas próprias contingências materiais do carbono, do oxigênio, do elétron. Uma consciex mais avançada e evoluída, vivendo em uma comunidade extrafísica evoluída, é mais universalista, cósmica e abrangente. Onde você vê isso? Do ponto de vista do Paradireito e da Cosmoética Extrafísica, por exemplo, o Direito Romano na Antiguidade por nós aclamados e a Carta dos Direitos Humanos da atualidade tornam-se pequenos perante as cláusulas do Paradireito. A verdadeira cosmoética não é da humanidade, é da parahumanidade. Além disso, outra coisa: os verdadeiros estatutos da nossa evolução não dizem respeito ao país onde nascemos e no qual somos cidadãos. O verdadeiro estatuto é da paraprocedência extrafísica, ou seja, de onde viemos e para quem será preciso responder pelo próprio mandato intrafísico, ou seja, por aquilo que estamos fazendo. O evoluciólogo extrafísico, por exemplo, manifesta-se com mais gabarito, força, poder e potência, comparativamente, quando, está ressomado. O Paradireito amplia a liberdade de expressão das consciências. Faz sentido? Tem lógica?
JCC: Ao elaborar a tabela das 70 especialidades, por que o senhor não incluiu o Paradireito?
Waldo Vieira: Há várias especialidades que não foram incluídas porque senão ficaríamos com muitas e isso poderia gerar confusão. Foram inseridas 12 especialidades básicas do ponto de vista da Paramedicina, ou seja, da área da saúde extrafísica, para que as pessoas pudessem entender o que estava faltando. Não é só o Paradireito a ficar de fora. Há outras especialidades, além das 70, que juntas poderiam somar aproximadamente quinhentas. Dentre as 70, a Comunicologia recebeu maior destaque pelo fato de fundamentar, estruturar o processo da comunicação para o direcionamento pessoal efetivo na pesquisa da Conscienciologia.
JCC: De que forma o Paradireito poderia ser enquadrado nas especialidades?
Waldo Vieira: O Paradireito, até certo ponto, é um subcampo e transcende o processo da Sociologia, do Direito Internacional e da ONU. É uma conseqüência de tudo que fazemos aqui, mas ele não pode regrar totalmente a vida da pessoa aqui, devido ao misticismo. A religião, por exemplo, orienta o Paradireito de forma egocêntrica e doutrinando os seguidores através de sofismas e da dogmática. Está tudo errado. O ideal para entender o Paradireito é a própria pessoa optar pela auto-abnegação, entender a realização do auto-sacríficio a favor de todos, entender o princípio de que aconteça o melhor para todos e não o melhor para mim. O nós torna-se o ?paranós?, o nós, amplo, cósmico, imenso, profundo, mudando tudo. A Parassociologia está aí, mas a Cosmoética está acima disso. O Paradireito é ínsito na Cosmoética, mas na prática está mais dentro da Evoluciologia. O Evoluciólogo é Doutor em Paradireito. Isso não pode ser esquecido. Só aí vocês têm três coisas: a Evoluciologia, a Cosmoética e a Parassociologia.
JCC: E a Extrafisicologia?
Waldo Vieira: Isso é óbvio, mas há também a Pós-ressomática. Notem que há uma palavra terrível, grande e até feia: a Holorressomática. Essa abrange o todo, mas na verdade tudo começa na realidade da consciência: a Pensenologia.
JCC:O Paradireito estuda a herança cultural extrafísica?
Waldo Vieira: Toda a herança da paragenética mundial. Você já pensou se tivéssemos a Enciclopédia da Paragenética Cósmica?
JCC: Quais as casuísticas e determinantes que levaram a socin conscienciocêntrica a iniciar os estudos do Paradireito?
Waldo Vieira: A UNICIN é, de certa forma, o estudo da ONU, o processo da maxifraternidade, não tem saída. O Paradireito dá expressão à jurisprudência atual na Terra. A jurisprudência existente na socin é mais mafiosa do que legal. Existem mais advogados defendendo o mal do que o bem evidente. O Paradireito chama atenção para outro nível, exigindo que as pessoas parem, façam reflexões e recolhimento íntimo. É a hora para isso na Política, no Direito, na Sociologia e nos processos filosóficos.
JCC: O senhor disse que o Paradireito dá expressão à jurispridência atual na Terra. Estamos então falando do Paradireito anticosmoético?
Waldo Vieira: O antiprofissionalismo máximo na Terra é o magistrado que não cumpre o próprio dever. Por que existem furtos, delinqüentes, marginália? Porque não há bons juízes. Se houvesse maior competência, a jurisprudência não estaria no estágio no qual se encontra. As leis seriam cumpridas. Quantas leis no Brasil são feitas e não ?pegam?? Esse verbo ?pegar?, dentro da jurisprudência, é um dos maiores insultos à honra das pessoas. A lei estatutária não cumprida dentro do país é um absurdo.
JCC: O senhor poderia falar de que forma a Comunidade Extrafísica Transitória Interlúdio colabora para o trabalho do Paradireito?
Waldo Vieira: A Interlúdio faz força para ampliar a autoconsciencialidade cosmoética de todos através de amplificadores conscienciais. Por exemplo: quando você penseniza algo positivo, os amparadores desta comunidade procuram ampliar este pensene para beneficiar um maior número de consciências, a partir da Comunidade Cosmoética Internacional (CCI). Trata-se do Paradireito em ação, funcionando de forma clara (???).
JCC: O Direito Intrafísico é então reflexo do Paradireito?
Waldo Vieira: O Paradireito é o Direito Puro. O Direito Puro é aquele ideal raramente alcançado. Em geral, o Direito Puro é interpretado enquando utopia, processo quixotesco e fora da realidade. O Paradireito não. Ele vige, atua, é real, prático, objetivo e concreto do ponto de vista extrafísico. A consciência que está se manifestando através do psicossoma é mais objetiva do que outra se manifestando pelo soma.
JCC: O senhor poderia falar se é fato a existência de um colega evolutivo - advogado, ressomado na Finlândia - estar escrevendo sobre o Paradireito?
Waldo Vieira: O Wagner Alegretti está atento e até o momento nada encontrou. Caso algum trabalho seja publicado, vamos tê-lo em mãos. Hoje tudo é instantâneo.
JCC: Quais as otimizações que o senhor sugere para aprofundarmos o estudo do Paradireito?
Waldo Vieira: Estudem todos os princípios básicos da Cosmoética. É por aí que chegaremos lá. Vejam onde existe Cosmoética e onde não há. Onde existir a Cosmoética, vejam onde os princípios do Paradireito entram e atuam. O Paradireito está além do egoísmo. O Paradireito é altruísmo, universalismo puro, megafraternidade.
JCC: Por que o Paradireito é uma expressão ?guarda chuva??
Waldo Vieira: É uma expressão guarda chuva assim como o Direito. Relaciona-se à Politicologia, à Parassociologia, à Cosmoética, ao Direito Pessoal e ao Código Pessoal Cosmoético.
JCC: O senhor poderia falar um pouco mais sobre Paradireito e Estado Mundial?
Waldo Vieira: A Politicologia envolve a sustentação do Estado Mundial pelo Paradireito. A Politicologia engloba tudo sobre a Política, desde a politicagem até o Estadismo ou a Diplomacia e tudo mais. O Paradireito visa tudo isso. Na prática, o Paradireito é a Paradiplomacia Cósmica. Cedo ou tarde o Estado Mundial vai considerar o Paradireito. O Paradireito não vai se designar ecumênico e ou acima de todas as religiões. Não tem nada a ver com isso. A Politicologia é a ciência da inter-relação e é mais do que a Conviviologia. É a Conviviologia estatuída com princípios cosmoéticos. Quando você estuda um processo e coloca a Cosmoética, está se organizando do ponto de vista filosófico, da linha de conhecimento de auto-convicção. Tudo muda. É bem mais amplo. Outra coisa: não há paixão em nada disso, aproximando-se da Serenologia. A Politicologia, de alto nível e abrangente, é o caminho da Serenologia, é a Serenologia em si. O Paradireito é o Direito do Serenão. Se ele for falar em Direito, fala do Paradireito e não do Direito do Cidadão. É um Direito Multidimensional, de todas as dimensões. Em qualquer lugar do Cosmos o Paradireito vigora e atua.
JCC: E a rejeição atual que até os próprios advogados da Comunidade Conscienciológica têm pelo Direito Intrafísico?
Waldo Vieira: Vocês se enfadaram das ?maracutaias? dos outros. Se desprezarmos o Direito, estamos perdidos. Sempre combati o processo da jurisprudência e pergunto para a pessoa: você tem temperamento para ser advogado? A maioria das pessoas não tem temperamento para a advocacia e acabam na ?mutretagem?, na marginalidade e não na advocacia. Pessoas assim não tem consciência de magistrado. É necessário ter consciência de magistrado. É justamente o Paradireito que falta para aquele indivíduo. Se uma pessoa não tem a raiz do Paradireito, não será um grande magistrado. Não podemos perder as esperanças quanto ao Direito e à jurisprudência. O que temos que fazer é clarear tudo isso. Direito é uma das últimas profissões pelas quais se deve optar. A pessoa precisa verificar se tem gabarito para isso. É uma das mais difíceis atualmente. Alguém que possui o Paradireito em sua raiz interessa-se pelo Direito Internacional do ponto de vista prático. Na vida tenho visto muita gente assim. Você não encontrará um grande estadista que não tenha estudado o processo de Direito Internacional. Ele tem interesse, vocação e não vê mais o direito individual de grupinho, de grupúsculos. Ele vê modo mais amplo, com extensão panorâmica, com cosmovisão o processo dos direitos individuais e coletivos. O melhor é o paracoletivo, aquele da parapopulação. O Paradireito é muito mais perdurário. O Paradireito é para sempre. Veja, o Direito Urbano é menor que o Estadual, o Estadual é menor que o Federal, o Federal é menor que o Continental, o Continental é menor que o Mundial e o Mundial é menor que o Interplanetário, o Galático. O pensamento do Paradireito é ?grandão?. O Paradireito sobrepaira, sobrepõe-se, é suprapartidário, é suprafronteiras. Inexistem fronteiras. Vamos pensar no Cosmos como algo sem fronteiras e incluindo todas as pessoas. A partir daí, vocês vão começar a entender o que é o Paradireito. O direito pequeno leva a pessoa a ser apriorota, apriorismorota, interiorota e idiota cultural. Precisamos superar isso. A expressão sintética de tudo que falamos é: dois pés na rocha, mentalsoma no Cosmos.
Fonte: http://online.ceaec.org.br/CEAECOnline/secao.jsp?sid=2&bid=142