segunda-feira, 29 de março de 2010

A República - Platão

A República - Platão.

Por: Prof. Thiago André
E-mail: contato@thiagoandre.com

A obra A República, de Platão, é mais uma obra ao estilo próprio do autor: um diálogo no qual pretende expressar as lições aprendidas por ele de Sócrates, Filósofo contemporâneo mais velho. Sócrates foi o que hoje poderíamos chamar de preceptor de Platão, embora em sua época a opinião sobre o assunto pudesse gerar controvérsias por parte de ambos os filósofos.

Existe a história de que em uma oportunidade, quando Sócrates visitou o Oráculo de Delfos, lhe foi atribuída a qualidade de homem mais sábio, justamente pela condição paradoxal de ele mesmo considerar desconhecedor das coisas, a famosa frase só sei que nada sei (Hoc unum scio, me nihil scire - uma coisa sei, que nada sei) Também é no templo de Delfos onde há outra famosa frase inscrita: conhece-te a ti mesmo. Nesse caso, a tradução do grego para o português se faz adequada, e a construção sintaticamente errada é utilizada corretamente como recurso de linguagem para enfatizar a idéia de conhecer a si mesmo, ênfase semelhante à da expressão original.

Por esse motivo é que Sócrates provavelmente discordaria ser chamado de preceptor ou professor. Pelo contrário, sua idéia era a de que os outros o ensinavam a partir da aplicação de seu método chamado maiêutica, ou o parto de idéias. De modo análogo à profissão de sua mãe parteira, que dava luz às pessoas, ele considerava que paria idéias através da construção de conhecimento via perguntas direcionadas ao outro interlocutor. Ao invés de conversar colocando suas próprias idéias, ele procurava parí-las da mente dos outros formulando perguntas em sequências lógicas.

É então a partir dessa metodologia que Platão procura transmitir as idéias em A República. Na obra, formula a idéia de Estado ideal de acordo com o que se conclui durante o diálogo sobre o que é justo e bom.

Para a criação e manutenção desse Estado, em primeiro lugar, cada pessoa seria incumbida da atividade, e apenas dessa, que lhe fosse adequada por natureza, ou que tivesse nascido para fazer. De acordo com essas atividades, o Estado seria dividido em três classes: a dos trabalhadores, a dos guerreiros e a dos chefes.

A educação das crianças era iniciada já se pensando na atribuição que teriam quando adultos. Os guerreiros e chefes seriam educados pela ginástica, música e ciências matemáticas (álgebra, geometria, astronomia e harmônica, as três últimas no que diz respeito à matemática pura de cada uma delas, e não a, respectivamente, as formas, aparências e posições dos astros ou ao som proferido pelas notas musicais propriamente ditas). O estudo da dialética seria acrescido ao curriculum dos chefes, que deveriam ser filósofos por natureza e por atuação. Sendo os mais virtuosos dos seres humanos e os mais capacitados a conhecer e aplicar o bem e a justiça, se não os únicos, seriam também os que mais corresponderiam aos interesses do Estado: o bem de todos.

A educação era elaborada de tal forma que proporcionasse o desenvolvimento dos atributos essenciais a cada função e de maneira que evitasse os vícios da natureza humana e incentivasse as virtudes, já que de qual outra forma se construiria um Estado bom e justo se não através da virtude?

Além disso, de maneira a manter a cidade boa e justa, não haveria "meus" ou "minhas", a não ser o próprio corpo de cada alma, mas sim o "nosso". Assim, privados de posses e bens que não as posses e bens comuns a todos, nenhum concidadão entraria em conflito com os outros por divergência de interesse, sendo até mesmo o interesse algo comum a todos: o bom para o Estado e, consequentemente, para todos. De fato, nem os guerreiros e nem os chefes, de posições mais elevadas em importância que os trabalhadores, e o chefe ainda mais que os guerreiros, teriam maiores regalias que as classes inferiores. Na verdade, até teriam menos, de maneira que, dentre outras coisas, se evitaria a posse do poder pelas vantagens políticas, fama, fortuna e todas as demais de mesma espécie, incentivando a posse pela necessidade de bem governar, ou da artilharia para bem proteger.

A discussão das diferenças entre o bem e o mal, o justo e o injusto e entre o vício e a virtude dão origem a uma obra cuja idéia geral gira em torno da ética e o bem comum. O modelo de república proposto por Platão aparenta não se adaptar à realidade atual, o que não nos impede de, ainda assim, considerar a idéia um grande avanço em relação às condições de vida e padrões de pensamentos (zeitgeist) que pairavam na atmosfera social e intelectual daquela época.

Referências Bibliográficas.

  1. Platão; A República; Martin Claret; São Paulo: 2001.
Fonte (http://www.cursodeleitura.com/redacoes-e-resumos/filosofia/a-republica.php)

sexta-feira, 5 de março de 2010

O Príncipe - Maquiavel

O Príncipe - Maquiavel.

Por: Prof. Thiago André

E-mail: contato@thiagoandre.com

Contextualização Histórica.

A obra O Príncipe, de Maquiavel, está diretamente relaciona ao contexto de sua época. Nascido em Florença, Itália, em 3 de março de 1469, falecido no mesmo local em 21 de junho de 1527, aos 58 anos, Maquiavel, do italiano Machiavelli, foi um historiador, poeta, diplomata e músico italiano do Renascimento. É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna. Essa fama se deve ao fato de ser considerado um descritor do governo como ele é, e não um idealizador político, posição controvertida segundo o autor deste artigo (ver seção Análise Crítica).

Nos séculos XV e XVI, época de Maquiavel, a Itália se encontrava em direção ao fim de um período de constantes conflitos entre suas cidades, dados durante a Idade Média (476-1453). À esperança de um príncipe unificar a Itália e protejê-la contra estrangeiros, a partir da união de Juliano de Médici e Papa Leão X, Maquiavel iniciou e concluiu a escrita do livro O Príncipe em 1513.

Durante o Renascimento, as cinco principais potências na península Itálica eram o Ducado de Milão, a República de Veneza, a República de Florença, o Reino de Nápoles e os Estados Pontifícios. A situação geral dos Estados era instável, muitos deles dominados com ajuda da força mercenária dos Condottieri.

O Condottiere era um senhor feudal com milícia própria que estabelecia contratos com os estados ao estilo mercenário. Como visavam apenas a exploração de riquezas, motivou Maquiavel escrever sobre quais milícias são confiáveis ao príncipe, dentre as auxiliares, mistas e nacionais (capítulo XIII do livro O Príncipe).

O Estados na Península Itálica por muito tempo tiveram dificuldades de aliança devido a intrigas diplomáticas e disputas por poder e riqueza, sendo eles alvos de cobiça também para outras potências européias do período, a exemplo da Espanha e França. Isso serviu para intensificar a esperança de Maquiavel na unificação e fortificação da itália sob o comando de um príncipe.

Além de sua esperança na Itália unificada, o livro O Príncipe também parece ter sido pretexto para conseguir favores dos Médicis, ambos objetivos não excludentes. De fato, alguns Médicis se afeiçoaram a ele, enterrando-o no túmulo da família na Igreja de Santa Cruz (Chiesa di Santa Croce).

Breve Síntese do Livro.

Em resumo, a obra explica, no início, os tipos de principado existentes. Depois defende a idéia de como e porque o príncipe deve usar "bem" o mal da força do exército próprio para atingir seu fim: a unificação e fortificação do Estado. Ao final, faz uma exortação a que um novo príncipe conquiste e liberte a Itália.

Análise Crítica: A ética de Maquiavel é moralista, amoral ou imoral?

Para analisar essa pergunta, eis 4 citações do livro:

"... os fins justificam os meios" (p. 111).

"Quem se torna o senhor de uma cidade livre, e não a aniquila, pode esperar ser destruído por ela, pois sempre haverá motivo para rebelião em nome da liberdade perdida e das suas eventuais tradições, que nem o curso do tempo nem os benefícios recebidos conseguem apagar. (...) Assim, o meio mais seguro de dominá-las será devastá-las" (p. 50).

"... é preciso observar que, ao tomar um Estado, o conquistador deve definir todas as crueldades que necessitará cometer, e praticá-las de uma só vez, evitando ter de repeti-las a cada dia; assim tranquilizará o povo (...). As injúrias devem ser cometidas todas ao mesmo tempo, de modo que, sendo sentidas por menos tempo, ofendam menos. Os benefícios, por sua vez, devem ser concedidos gradualmente, de forma que sejam mais bem apreciados. (...) e se fizer o bem, nada lucrará" (p. 71).

"Quando for preciso executar um cidadão, que haja uma justificativa e uma razão manifesta. E, principalmente, que o príncipe se abstenha de tomar os bens, pois os homens se esquecem mais facilmente da morte do pai do que da perda do patrimônio" (p. 105).

De modo geral, é consenso que, de modo algum, o discurso de Maquiavel é moralista. Ele rompe completamente a tendência da Igreja em lançar normas morais de conduta, além de romper com as normas morais pregadas pela religião (embora nem sempre na história a norma religiosa foi seguida pela Igreja).

Do ponto de vista da amoralidade e da imoralidade, vale ressaltar que a concepção deste autor está de acordo com a de Vasquez (2008), segundo a qual, em resumo, a ética é a ciência que estuda a moral, e a avaliação moral é o julgamento dos comportamentos (prática) humanos.

Desse modo, podemos concluir que o discurso de todo o livro O Príncipe, disprovido de qualquer julgamento moral ou prático das análises nele inclusas, é essencialmente amoral. Não há preocupação em apreciar o certo ou errado de tudo que é falado em seu texto. Talvez a única exceção em todo livro se encontra na seguinte passagem:

"... a diferença reside no uso adequado ou não da crueldade. No primeiro caso, estão aqueles que a usaram bem (se é que se pode qualificar um mal com a palavra bem), uma só vez, com o objetivo de se garantir, sem dar-lhe continuidade, mas ao contrário a substituíram por medidas tão benéficas a seus súditos quanto possível. As crueldades mal-empregadas são as que, sendo a princípio poucas, crescem com o tempo, em vez de diminuir" (p. 70 e 71).

Ao escrever "se é que se pode qualificar um mal com a palavra bem", Maquiavel parece, como talvez em nenhum outro fragmento em seu livro, realizar a avaliação moral dos atos que defende como adequados (para seus fins).

É talvez essa amoralidade a causa de tantas relativizações da filosofia maquiavélica. Muitos o consideram simplesmente um bom historiador, que soube reunir os fatos que favoreceram ou não as conquistas dos seres humanos de poder.

Contudo, não podemos deixar de avaliar seu posicionamento do ponto de vista ético. Não é meramente um moralismo influenciado por qualquer dogma religioso. Para o catolicismo, a guerra é imoral. Já para o islamismo, a gerra pode ser santa. Mas sob o ponto de vista ético, o inteligente é considerar qualquer guerra ou prejuízo aos seres humanos um ato antiético.

A finalidade da vida, pela lógica e pela ética pura (não pelo moralismo), não deve ser a própria morte, embora seja o fim de todo ser humano. Nesse momento, entramos no ponto em que cada um deve avaliar seu próprio código de ética, balizando-se ou não pelos princípios pessoais deste autor, explicitamente contra quaisquer atos que incentivem ou provoquem a destruição humana, em pequena ou larga escala.

Por fim, a mensagem que este autor gostaria de legar a seus leitores é que não se abstenham, nunca, do uso do bom senso, da ética, da criticidade e do discernimento. Ninguém consegue ser isento: nem o melhor cientista, nem o melhor filósofo. Qualquer discurso, seja moralista, amoral ou imoral, sempre pode ser criticado à luz da ética.

Referências Bibliográficas.

  1. Maquiavel; O Príncipe; Martin Claret; São Paulo: 2007.
  2. Vazquez, Adolfo Sanchez; Ética; 30 ed.; Civilização Brasileira; Rio de Janeiro; 2008.
Fonte (http://www.cursodeleitura.com/redacoes-e-resumos/filosofia/o-principe.php)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Paradireito Consciencial

Paradireito Consciencial
Consciential Paralaw
Paraderecho Conciencial

Fonte (FEITOSA, Sebastião. Revista Conscientia, 10(4): 342-352, out./dez., 2006)


Palavras-chave
Cosmoética
Direito
Evoluciologia
Paradireito
Parassociologia

Keywords
Cosmoethics
Law
Evolutiology
Paralaw
Parasociology

Palabras-clave
Cosmoética
Derecho
Evoluciología
Paraderecho
Parasociología

Resumo:
Neste artigo aborda-se o Paradireito, especialidade da Conscienciologia e subcampo científico da Cosmoética, com base no senso de justiça além do direito humano, a partir da análise evoluciológica das relações que se estabelecem entre as consciências, visando definir seus princípios e características, bem como apresentar conceitos e enumerações para seu melhor entendimento. Conclui-se observando que a evolução da consciência ocorre em concordância e respeito ao Paradireito já descoberto e aplicado pela consciência lúcida.

Abstract:
This article deals with Paralaw - a field of conscientiology and a subfield of cosmoethics – a concept based on the sense of justice beyond human law, from an analysis of the evolutionary relations among consciousness, with the intent to define its principles and characteristics, as well as to present concepts and enumerations for its better understanding. It concludes by asserting that the evolution of the consciousness occurs with the agreement and respect to the principles of paralaw disclosed and applied by the lucid consciousness.

Resumen:
Este artículo aborda el Paraderecho, especialidad de la Concienciología y subcampo científico de la Cosmoética, basado en el sentido de justicia además del derecho humano, a partir del análisis evoluciológico de las relaciones que se establecen entre las conciencias, visando definir sus principios y características, bien como presentar conceptos y enumeraciones para su mejor entendimiento. Se concluye afirmando que la evolución de la conciencia ocurre en concordancia y respecto al Paraderecho ya descubierto y aplicado por la conciencia lúcida.




Conhecimento. Vive-se hoje em um período de aceleração da História Humana como nunca observado. A superpopulação mundial e o desenvolvimento tecnológico intensificaram a interatividade humana. O poder de um Estado, antes baseado no número de exércitos que possuía, hoje se assenta no nível de conhecimento técnico-científico capaz de gerar uma qualidade de vida melhor aos seus habitantes, tornando o Estado detentor desse conhecimento um referencial mundial.

Ética. À vista dessa análise, houve uma sofisticação de poderes ao longo dos séculos. A Ética nunca foi tão estudada e debatida nas condutas humanas quanto se vê atualmente. Globalização. A globalização, enquanto processo inevitável de unificação de todos os povos e países da Terra, tornando-os cada vez mais interdependentes, tanto em termos econômicos quanto sócio-culturais, desencadeará em um futuro próximo, o que se denomina de Estado Mundial, cujas bases político-filosóficas deverão convergir para um mundo sem fronteiras, unificado, cooperativo e, acima de tudo, mais ético.

Interdependência. O momento histórico atual não está mais deixando margem para visões pequenas em relação ao Homem e ao Mundo. O êxito está cada vez mais condicionado à interdependência entre os homens. O investimento na qualidade de vida de apenas uma nação em detrimento de muitas outras despreparadas torna-se inviável e é motivo de indignação geral.

Equalização. O processo da globalização a caminho da implantação do Estado Mundial traz em seu bojo a possibilidade de evidenciar as discrepâncias entre os povos e as nações componentes do planeta Terra e, como tal, traz também a possibilidade de equalização a partir de uma conscientização ética maior, através da percepção de que se está em uma mesma condição evolutiva cósmica. É a partir dessa visão que o Paradireito será abordado.

Objetivo. Este artigo tem por objetivo facilitar a compreensão do materpensene do Paradireito – a Parajustiça – por meio da análise das relações da consciência consigo mesma (egocarma) e com seu grupo evolutivo (grupocarma), partindo de parâmetros holocármicos e parassociológicos , mostrando evidências e salvaguardas humanas que sinalizam para o surgimento gradativo do Paradireito nesta dimensão física, a caminho do Estado Mundial.

Método. Para tanto, procura-se inicialmente conceituar o Paradireito com base na definição do Direito e utiliza a análise conscienciológica e a evidência dos fatos (fatuística), colhida da mídia impressa, para exemplificar as idéias e conceitos expostos, demonstrando a ocorrência do Paradireito na vida humana.

Definição. O Direito é a ciência que estuda as normas disciplinadoras das relações das pessoas em sociedade, especificamente quanto ao cumprimento e à obrigatoriedade, naquilo que é justo, reto, conforme a lei, bem como, ainda, a faculdade legal de praticar ou deixar de praticar um ato.
Sinonímia: 1. Advocacia; autoridade; jurisprudência; justiça; legislação; poder; razão. 2. Honestidade;
imparcialidade; lealdade; legitimidade. 3. Acertado; adequado; ajustado; exato.
Antonímia: 1. Irracionalidade; 2. Deslealdade; desonestidade; injustiça. 3. Equívoco; erro; inadequação.

Definição. O Paradireito é a especialidade da Conscienciologia que estuda o senso de justiça presente nas relações estabelecidas entre as consciências em evolução, a partir de suas naturezas multidimensionais e multiexistenciais, visando discernir seus direitos e responsabilidades evolutivas. É um subcampo científico da Cosmoética.
Sinonímia: 1. Direito multidimensional. 2. Direito holobiográfico; Direito holocármico; Direito multiexistencial; parajustiça. 3. Acerto cosmoético; cosmoética; lei imparcial; lei universal; parajurisprudência. 4. Base da autoridade grupocármica; matéria do Evoluciólogo; poder consciencial.
Antonímia: 1. Direito Canônico. 2. Direito Romano. 3. Direito Constitucional. 4. Anticosmoética.

Justiça. São conhecidos no senso comum os termos justiça dos homens e justiça divina para designar instâncias da Justiça no âmbito da crença e religiosismo. Esta dicotomia é utilizada popularmente quando a primeira falha de algum modo no atendimento do que se esperava ser justo e acertado, buscando, a consciência ignorante quanto ao maximecanismo evolutivo, alento e esperança na segunda, considerada infalível e inevitável.

Incumbência. A consciência, neste caso, delega o seu poder de mudança das circunstâncias existenciais
para essa segunda instância superior.

Parajustiça. Contudo, com as experiências multiexistenciais acumuladas e o descobrimento da Cosmoética
– ética cósmica que rege as causas e efeitos das inter-relações instituídas entre as consciências, para além da moral e do direito humanos –, a consciência expande a sua noção de justiça até o reconhecimento do Paradireito.

Responsabilidade. Então, reconhece estar justamente no momento e contexto evolutivos escolhidos por si a partir das manifestações de suas energias ao longo do ciclo evolutivo pessoal e, acima de tudo, assume a reponsabilidade pessoal pelo seu destino evolutivo.

Afinidades. A Parajustiça, fundamento do Paradireito, portanto, está embasada nas predisposições e afinidades interconscienciais, dentro da ocorrência inevitável das sincronicidades multidimensionais, estabelecidas pela própria consciência quando manifesta a intencionalidade pessoal geradora das causas e efeitos sobre o Cosmos e sobre si.

Evolução. Pela Evoluciologia, o Paradireito maior das consciências é evoluir com a ampla possibilidade de escolhas evolutivas que já possam exercer lúcida e livremente. No entanto, essas escolhas, representando oportunidades de desenvolvimento consciencial, estão condicionadas a suas inteligências evolutivas
e, portanto, não são iguais para todas as consciências (ZANUZZI; BASSANESI, 2000, p. 32 a 40).

Decidofilia. Praticar ou deixar de praticar um ato sempre traz conseqüências holocármicas e multidimensionais,
a favor ou contra a consciência atuante, tendo em vista o seu nível cosmoético. Daí a necessidade de burilamento da decidofilia, ou seja, da qualificação do ato da consciência decidida, principalmente para evitar as omissões deficitárias, sempre significando perdas de oportunidades evolutivas.

Média. No que concerne à Holocarmalogia, cada consciência, a partir do livre-arbítrio pessoal, exerce as próprias escolhas evolutivas pela média decisória de seu querer (intencionalidade), de seu poder (vontade) e de seu dever (responsabilidade), tendo em vista a holobiografia e a conta corrente holocármica individuais.

Poder. Contudo, nem sempre a consciência pode fazer o que quer e o que aspira no momento evolutivo específico. Isso ocorre em virtude de ainda não sustentar evolutivamente o que intenciona, ou de ter comprometimento holocármico em algum contexto evolutivo que cerceia e limita seu raio de ação consciencial.
Pode sentir-se, então, responsável por recompor-se em tal contexto, ao modo de um dever (O ESTADO DE
S. PAULO, 2004).

Recomposição. Eis 2 casos sugestivos e evidenciadores de comprometimento holocármico das consciências
em questão, limitadores da manifestação consciencial e indicativos de fase de recomposição evolutiva:
1. Inocência. A. C. foi libertado 25 anos depois de ter jurado inocência no tribunal do estado da Flórida,
EUA, que o condenou à prisão perpétua por estupro. Com o avanço da tecnologia nos anos que se passaram,
o teste de DNA mostrou que A. C. nunca esteve em contato com suas vítimas. Um aspecto a acrescentar neste caso: A. C. era negro, e todos os jurados, que o condenaram em apenas uma hora, eram brancos, evidenciando o contexto discriminatório racista no qual A. C. estava inserido (JORNAL NACIONAL, 2006).
2. Liberdade. W. L. S. foi libertado 8 anos depois de ter sido preso por assassinato. Durante todo o tempo antes do julgamento, jurou inocência, mas foi condenado devido ao depoimento de um menor que o acusou de ter assassinado um taxista, que mais tarde confessou ter dado falso testemunho e ter participado do crime junto com dois traficantes.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Entrevista com Waldo Vieira - Paradireito: Megalei Cósmica

"Paradireito: Megalei Cósmica"

Karla Ulman

Verpon de relevância na Conscienciologia, o Paradireito foi tema da entrevista concedida em 08.08.05 pelo pesquisador Waldo Vieira ao Jornal do Campus CEAEC (JCC).

JCC: Qual a importância do Paradireito?

Waldo Vieira: Desde a época das primeiras manifestações sobre o respeito mútuo, na Antiguidade, até chegarmos aos dias hodiernos, modernos, recentes, do terceiro milênio, o Direito Pós-dessomático, ou seja, post mortem, jamais foi tratado do ponto de vista da pessoa que dessomou ou descartou o corpo humano. Vê-se, sempre, o direito post mortem dos herdeiros, ou seja, daqueles que não fizeram o descarte do corpo humano. Então veja: com o Paradireito, começa-se a pensar naqueles que se foram e no destino dessas consciências extrafísicas. Por exemplo: a consciex vai para onde? Não mais se trata do processo de inferno, limbo, purgatório ou paraíso. A questão a ser enfrentada é de autodeterminação perante a assistencialidade interconsciencial. O Paradireito tem reflexos, derivativos, conseqüências, efeitos que causam envolvimento na vida humana. A consciência dessoma e não se transforma em ?santo?, mas deixa rastros da própria vida, ou seja,deixa a assinatura pensênica. A consciência não desaparece jamais, visto ser ?imatável?,?imorrível?. A consciência apenas descarta veículos de manifestação. A partir desse nível, tudo muda. O direito precisa continuar. A cosmoética é multidimensional e não apenas desta dimensão. É princípio de conduta da megafraternidade funcionando com equilíbrio em qualquer dimensão onde a consciência se manifesta. O Paradireito entra em todas essas vertentes: você, a outra pessoa, o cidadão, estão além da cidadania, pois após a dessoma todos se tornam cidadãos do Cosmos. O ideal é começar a pensar no Paradireito e na cidadania cósmica da consciência humana cosmopolita de forma megafraterna e sem fronteiras estudando, por exemplo, o Estado Mundial. O Estado Mundial é justamente o ideal, aquilo que se procura plasmar en petit comité, em um mundo menor, por meio das Instituições Conscienciocêntricas (ICs), da UNICIN, da Cosmoética e do trabalho prioritário da Conscienciologia prática vivenciada nos dias de hoje. Estamos caminhando para a expansão e o aprofundamento das prioridades evolutivas, não só individuais e grupais, mas também as amplas e coletivas da população desse planeta, de outros planetas e das parapopulações. A partir disso, conscins e consciexes são irmanadas através dos princípios do Ius, da jurisprudência e do direito básico. Isso é a cosmoética pura. Isso ainda não foi abordado com eficácia e lucidez nos tratados teóricos, por exemplo, de Direito Internacional, e de forma teática nos foros da Organização das Nações Unidas (ONU). A megafraternidade e a liquidação das fronteiras precisam começar, sem deixar de lado a realidade de todos os princípios do Paradireito. É preciso ver isso com frieza, realismo, analisando a concretude dessa realidade, se faz sentido do ponto de vista teórico e prático, se tem lógica, se a vivência atual na Terra nesse momento evolutivo exige tal grau de auto-esclarecimento e lucidez, capaz de aprofundar o entendimento da inteligência evolutiva. O Código Pessoal Cosmoético, em uma das cláusulas ou incisos, ultrapassa a UTI, a ?Avenida da Saudade?, o ?Corredor da Dessoma?, e começa a atingir a fase que chamamos do período da Intermissiologia, ou seja, da Pós-dessomática. Vamos ponderar e verificar se é oportuno falar disso, se isso é real, se interfere em nossas vidas. O Paradireito vem frontalmente contra os egoísmos dos adultos. Aquela pessoa, por exemplo, que não vê o Paradireito do filho que dessomou antes dela, seja mãe ou pai, e fica ?chorando as mágoas? da perda da presença daquele filho. Os pais não estão enxergando o Paradireito da consciência de seguir a própria evolução, o destino pessoal, aquela predestinação feita por si mesmo sem nenhuma ingerência egoíca, mística, religiosa, doutrinária ou de imposição da dogmática. É a consciência que decide o seu destino. Ela é que amplia o seu livre arbítrio através do Paradireito. O Paradireito não se restringe à aquisição de bens transitórios ou do poder temporal da vida humana. Ultrapassa barreiras e vai muito além disso, de maneira clara, evidente, racional e a toda prova.


JCC: O senhor poderia aprofundar colocação que fez em recente tertúlia, de que o Paradireito vai além da Cosmoética?


Waldo Vieira: O Paradireito vai além da Cosmoética em razão da nossa condição de conscin. A conscin manifesta-se através do holossoma; portanto, através de quatro elementos. O ideal para uma consciência é manifestar-se com o mínimo de veículos de manifestação; por exemplo, através do fenômeno da cosmoconsciência. Neste nível, o corpo mental manifesta-se isoladamente. Então veja: na hora que o Paradireito é considerado pela consciex manifestando-se apenas através de dois veículos, o psicossoma e o mentalsoma, tudo muda. Na dimensão intrafísica não é assim. Nós temos ainda todas as cogitações, ingerências, influências de baixo para cima do processo; por exemplo, a genética. Os instintos, a parte vegetativa da vida, o subcérebro protoreptiliano ainda funcionam de tal maneira que muitos adultos encontram-se vitimizados por si mesmos dentro do porão consciencial. A consciex pode chegar a uma comunidade extrafísica, fazer expansão de sua consciência, anular a influência ainda mais atrasada até do próprio psicossoma. Então, dentro do problema da cosmoconsciência, a visão da glasnost, da transparência e da fidedignidade daquilo que a pessoa fez não tem mais como ser mascarada, não é possível esconder nada. A mentira e a ?Enganologia? não funcionam mais. Portanto, o Paradireito aparece muito mais puro, ?no osso?, realista e eficaz, não havendo outra hipótese. É preciso entender que a Cosmoética do Paradireito ou da consciex é mais ampla do que a Cosmoética da conscin, que é restrita e limitada pelas próprias contingências materiais do carbono, do oxigênio, do elétron. Uma consciex mais avançada e evoluída, vivendo em uma comunidade extrafísica evoluída, é mais universalista, cósmica e abrangente. Onde você vê isso? Do ponto de vista do Paradireito e da Cosmoética Extrafísica, por exemplo, o Direito Romano na Antiguidade por nós aclamados e a Carta dos Direitos Humanos da atualidade tornam-se pequenos perante as cláusulas do Paradireito. A verdadeira cosmoética não é da humanidade, é da parahumanidade. Além disso, outra coisa: os verdadeiros estatutos da nossa evolução não dizem respeito ao país onde nascemos e no qual somos cidadãos. O verdadeiro estatuto é da paraprocedência extrafísica, ou seja, de onde viemos e para quem será preciso responder pelo próprio mandato intrafísico, ou seja, por aquilo que estamos fazendo. O evoluciólogo extrafísico, por exemplo, manifesta-se com mais gabarito, força, poder e potência, comparativamente, quando, está ressomado. O Paradireito amplia a liberdade de expressão das consciências. Faz sentido? Tem lógica?


JCC: Ao elaborar a tabela das 70 especialidades, por que o senhor não incluiu o Paradireito?


Waldo Vieira: Há várias especialidades que não foram incluídas porque senão ficaríamos com muitas e isso poderia gerar confusão. Foram inseridas 12 especialidades básicas do ponto de vista da Paramedicina, ou seja, da área da saúde extrafísica, para que as pessoas pudessem entender o que estava faltando. Não é só o Paradireito a ficar de fora. Há outras especialidades, além das 70, que juntas poderiam somar aproximadamente quinhentas. Dentre as 70, a Comunicologia recebeu maior destaque pelo fato de fundamentar, estruturar o processo da comunicação para o direcionamento pessoal efetivo na pesquisa da Conscienciologia.


JCC: De que forma o Paradireito poderia ser enquadrado nas especialidades?


Waldo Vieira: O Paradireito, até certo ponto, é um subcampo e transcende o processo da Sociologia, do Direito Internacional e da ONU. É uma conseqüência de tudo que fazemos aqui, mas ele não pode regrar totalmente a vida da pessoa aqui, devido ao misticismo. A religião, por exemplo, orienta o Paradireito de forma egocêntrica e doutrinando os seguidores através de sofismas e da dogmática. Está tudo errado. O ideal para entender o Paradireito é a própria pessoa optar pela auto-abnegação, entender a realização do auto-sacríficio a favor de todos, entender o princípio de que aconteça o melhor para todos e não o melhor para mim. O nós torna-se o ?paranós?, o nós, amplo, cósmico, imenso, profundo, mudando tudo. A Parassociologia está aí, mas a Cosmoética está acima disso. O Paradireito é ínsito na Cosmoética, mas na prática está mais dentro da Evoluciologia. O Evoluciólogo é Doutor em Paradireito. Isso não pode ser esquecido. Só aí vocês têm três coisas: a Evoluciologia, a Cosmoética e a Parassociologia.

JCC: E a Extrafisicologia?

Waldo Vieira: Isso é óbvio, mas há também a Pós-ressomática. Notem que há uma palavra terrível, grande e até feia: a Holorressomática. Essa abrange o todo, mas na verdade tudo começa na realidade da consciência: a Pensenologia.


JCC:O Paradireito estuda a herança cultural extrafísica?

Waldo Vieira: Toda a herança da paragenética mundial. Você já pensou se tivéssemos a Enciclopédia da Paragenética Cósmica?


JCC: Quais as casuísticas e determinantes que levaram a socin conscienciocêntrica a iniciar os estudos do Paradireito?


Waldo Vieira: A UNICIN é, de certa forma, o estudo da ONU, o processo da maxifraternidade, não tem saída. O Paradireito dá expressão à jurisprudência atual na Terra. A jurisprudência existente na socin é mais mafiosa do que legal. Existem mais advogados defendendo o mal do que o bem evidente. O Paradireito chama atenção para outro nível, exigindo que as pessoas parem, façam reflexões e recolhimento íntimo. É a hora para isso na Política, no Direito, na Sociologia e nos processos filosóficos.


JCC: O senhor disse que o Paradireito dá expressão à jurispridência atual na Terra. Estamos então falando do Paradireito anticosmoético?


Waldo Vieira: O antiprofissionalismo máximo na Terra é o magistrado que não cumpre o próprio dever. Por que existem furtos, delinqüentes, marginália? Porque não há bons juízes. Se houvesse maior competência, a jurisprudência não estaria no estágio no qual se encontra. As leis seriam cumpridas. Quantas leis no Brasil são feitas e não ?pegam?? Esse verbo ?pegar?, dentro da jurisprudência, é um dos maiores insultos à honra das pessoas. A lei estatutária não cumprida dentro do país é um absurdo.

JCC: O senhor poderia falar de que forma a Comunidade Extrafísica Transitória Interlúdio colabora para o trabalho do Paradireito?

Waldo Vieira: A Interlúdio faz força para ampliar a autoconsciencialidade cosmoética de todos através de amplificadores conscienciais. Por exemplo: quando você penseniza algo positivo, os amparadores desta comunidade procuram ampliar este pensene para beneficiar um maior número de consciências, a partir da Comunidade Cosmoética Internacional (CCI). Trata-se do Paradireito em ação, funcionando de forma clara (???).


JCC: O Direito Intrafísico é então reflexo do Paradireito?


Waldo Vieira: O Paradireito é o Direito Puro. O Direito Puro é aquele ideal raramente alcançado. Em geral, o Direito Puro é interpretado enquando utopia, processo quixotesco e fora da realidade. O Paradireito não. Ele vige, atua, é real, prático, objetivo e concreto do ponto de vista extrafísico. A consciência que está se manifestando através do psicossoma é mais objetiva do que outra se manifestando pelo soma.


JCC: O senhor poderia falar se é fato a existência de um colega evolutivo - advogado, ressomado na Finlândia - estar escrevendo sobre o Paradireito?


Waldo Vieira: O Wagner Alegretti está atento e até o momento nada encontrou. Caso algum trabalho seja publicado, vamos tê-lo em mãos. Hoje tudo é instantâneo.


JCC: Quais as otimizações que o senhor sugere para aprofundarmos o estudo do Paradireito?


Waldo Vieira: Estudem todos os princípios básicos da Cosmoética. É por aí que chegaremos lá. Vejam onde existe Cosmoética e onde não há. Onde existir a Cosmoética, vejam onde os princípios do Paradireito entram e atuam. O Paradireito está além do egoísmo. O Paradireito é altruísmo, universalismo puro, megafraternidade.


JCC: Por que o Paradireito é uma expressão ?guarda chuva??


Waldo Vieira: É uma expressão guarda chuva assim como o Direito. Relaciona-se à Politicologia, à Parassociologia, à Cosmoética, ao Direito Pessoal e ao Código Pessoal Cosmoético.


JCC: O senhor poderia falar um pouco mais sobre Paradireito e Estado Mundial?


Waldo Vieira: A Politicologia envolve a sustentação do Estado Mundial pelo Paradireito. A Politicologia engloba tudo sobre a Política, desde a politicagem até o Estadismo ou a Diplomacia e tudo mais. O Paradireito visa tudo isso. Na prática, o Paradireito é a Paradiplomacia Cósmica. Cedo ou tarde o Estado Mundial vai considerar o Paradireito. O Paradireito não vai se designar ecumênico e ou acima de todas as religiões. Não tem nada a ver com isso. A Politicologia é a ciência da inter-relação e é mais do que a Conviviologia. É a Conviviologia estatuída com princípios cosmoéticos. Quando você estuda um processo e coloca a Cosmoética, está se organizando do ponto de vista filosófico, da linha de conhecimento de auto-convicção. Tudo muda. É bem mais amplo. Outra coisa: não há paixão em nada disso, aproximando-se da Serenologia. A Politicologia, de alto nível e abrangente, é o caminho da Serenologia, é a Serenologia em si. O Paradireito é o Direito do Serenão. Se ele for falar em Direito, fala do Paradireito e não do Direito do Cidadão. É um Direito Multidimensional, de todas as dimensões. Em qualquer lugar do Cosmos o Paradireito vigora e atua.


JCC: E a rejeição atual que até os próprios advogados da Comunidade Conscienciológica têm pelo Direito Intrafísico?


Waldo Vieira: Vocês se enfadaram das ?maracutaias? dos outros. Se desprezarmos o Direito, estamos perdidos. Sempre combati o processo da jurisprudência e pergunto para a pessoa: você tem temperamento para ser advogado? A maioria das pessoas não tem temperamento para a advocacia e acabam na ?mutretagem?, na marginalidade e não na advocacia. Pessoas assim não tem consciência de magistrado. É necessário ter consciência de magistrado. É justamente o Paradireito que falta para aquele indivíduo. Se uma pessoa não tem a raiz do Paradireito, não será um grande magistrado. Não podemos perder as esperanças quanto ao Direito e à jurisprudência. O que temos que fazer é clarear tudo isso. Direito é uma das últimas profissões pelas quais se deve optar. A pessoa precisa verificar se tem gabarito para isso. É uma das mais difíceis atualmente. Alguém que possui o Paradireito em sua raiz interessa-se pelo Direito Internacional do ponto de vista prático. Na vida tenho visto muita gente assim. Você não encontrará um grande estadista que não tenha estudado o processo de Direito Internacional. Ele tem interesse, vocação e não vê mais o direito individual de grupinho, de grupúsculos. Ele vê modo mais amplo, com extensão panorâmica, com cosmovisão o processo dos direitos individuais e coletivos. O melhor é o paracoletivo, aquele da parapopulação. O Paradireito é muito mais perdurário. O Paradireito é para sempre. Veja, o Direito Urbano é menor que o Estadual, o Estadual é menor que o Federal, o Federal é menor que o Continental, o Continental é menor que o Mundial e o Mundial é menor que o Interplanetário, o Galático. O pensamento do Paradireito é ?grandão?. O Paradireito sobrepaira, sobrepõe-se, é suprapartidário, é suprafronteiras. Inexistem fronteiras. Vamos pensar no Cosmos como algo sem fronteiras e incluindo todas as pessoas. A partir daí, vocês vão começar a entender o que é o Paradireito. O direito pequeno leva a pessoa a ser apriorota, apriorismorota, interiorota e idiota cultural. Precisamos superar isso. A expressão sintética de tudo que falamos é: dois pés na rocha, mentalsoma no Cosmos.


Fonte: http://online.ceaec.org.br/CEAECOnline/secao.jsp?sid=2&bid=142


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Cosmoética

Definologia. A Cosmoética, subcampo da Evoluciologia, é a especialidade da Conscienciologia dedicada ao estudo da ética ou moral cósmica, multidimensional, além da moral social intrafísica.

Sinonimologia: 1. Código de ética dos serenões; ética avançada; ética multidimensional; moral cósmica; 2. Ética. 3. Lei do retorno; lei cármica. 4. Justiça universal. 5. Exemplarismo assistencial. 6. Autoincorruptibilidade.

Antonimologia: 1. Anticosmoética. 2. Aética; anética; antiética. 3. Auto-corrupção. 4. Ética momentânea 5. Lei de Gerson. 6. Ética humana.

Cognatonímia: Cosmoeticologia; cosmoeticoteca; cosmoeticopéia; autocosmoética; intercosmoética; cosmoeticofilia; cosmoeticofobia; cosmoeticopatia; anticosmoética; subcosmoética; cosmoeticometria; cosmoeticograma; cosmoeticocrítica; cosmoeticoterapia.

Neologia. A Cosmoética é neologismo da Evoluciologia proposto pelo prof. Waldo Vieira.

Colégio. Em 2005, para estudar a Cosmoética, alguns pesquisadores se reuniram e criaram o Colégio Invisível da Cosmoética com debates virtuais pela Internet e um encontro presencial por ano, em fevereiro, no CEAEC.

Fonte: Conscienciopédia, a Enciclopédia Digital da Conscienciologia.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Definição

O Paradireito é a subespecialidade da Conscienciologia dedicada ao estudo e à aplicação de normas relativas de ponta (paraleis) dentro dos parâmetros conhecidos da Cosmoética, em determinada localidade, lidando com os direitos e deveres das consciências perante seu grupo evolutivo. É subcampo científico da Cosmoética.

Sinonímia: 1. Direito multidimensional.

Antonímia: 1. Direito. 2. Antidireito.

Síntese. Pode-se entender a importância do Paradireito através do megapensene trivocabular: Paradireito diminui desigualdades.

(Fonte: Conscienciopedia)